Acidente e Doença do Trabalho: direitos do trabalhador e responsabilidades do empregador
- Gisele Teleginski
- 10 de jan.
- 2 min de leitura

Acidente de trabalho e doença ocupacional são situações que afetam diretamente trabalhadores e empregadores, gerando impactos jurídicos, previdenciários e financeiros.
O correto enquadramento dessas ocorrências é essencial tanto para a proteção dos direitos do trabalhador quanto para a prevenção de passivos trabalhistas e previdenciários nas empresas.
O que é considerado acidente do trabalho?
A legislação brasileira considera acidente do trabalho todo evento ocorrido no exercício da atividade profissional que cause lesão corporal, perda ou redução da capacidade para o trabalho, ainda que temporária ou permanente.
Também são equiparados a acidente do trabalho:
Acidente de trajeto;
Doença profissional e doença do trabalho;
Agravamento de doença preexistente em razão das condições de trabalho.
Doença do trabalho: impactos para o trabalhador e para a empresa.
Doenças como LER/DORT, problemas de coluna, doenças ortopédicas e transtornos psicológicos relacionados ao trabalho, como ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout, podem ser reconhecidas como doença ocupacional, desde que comprovado o nexo causal com a atividade exercida.
Para o trabalhador, o reconhecimento pode garantir benefícios previdenciários, estabilidade no emprego e indenizações. Para o empregador, a atuação preventiva reduz afastamentos, ações judiciais e custos decorrentes de passivos trabalhistas e previdenciários.
Quais são os direitos do trabalhador?
Dependendo do caso concreto, o trabalhador pode ter direito a:
Auxílio-doença acidentário (B91);
Aposentadoria por incapacidade permanente;
Estabilidade provisória de 12 meses após o re
torno ao trabalho;
Indenização por danos morais, materiais e estéticos;
Pensão mensal em caso de redução permanente da capacidade laboral;
Depósito do FGTS durante o período de afastamento.
Quais são as responsabilidades do empregador?
O empregador tem o dever legal de:
Manter ambiente de trabalho seguro e adequado;
Emitir a CAT quando houver acidente ou suspeita de doença ocupacional;
Adotar medidas de prevenção e gestão de riscos;
Manter documentação obrigatória (PGR, PCMSO, laudos e treinamentos);
Atuar preventivamente para reduzir passivos trabalhistas e previdenciários.
A ausência dessas medidas pode gerar responsabilização civil, trabalhista e previdenciária.
Por que a orientação jurídica especializada é importante?
Diante da complexidade normativa e da necessidade de correta interpretação dos fatos e documentos envolvidos, a atuação de um advogado com conhecimento específico na matéria é
relevante para a adequada condução de situações relacionadas a acidentes e doenças do trabalho.
A assessoria especializada contribui para o enquadramento jurídico preciso, a observância da legislação aplicável e a adoção de medidas compatíveis com cada caso, promovendo segurança jurídica e previsibilidade nas decisões.




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